Eu tô me sentindo tipo um vampiro daquelas histórias antigas, quando sai no sol. Não do tipo Crepúsculo, que brilha na luz feito uma merda de uma fada glitterinada. Mas um vampiro de VERDADE. Parece que eu me encantei pelo sol e, mesmo tendo medo e sabendo o que ia acontecer se eu fosse ao encontro dele, eu me arrisquei e resolvi sair pra ver como era. Me aqueci, me senti iluminada, deu uma sensação boa... mas depois percebi que o meu lugar não era ali e comecei a queimar, de dentro pra fora. Até definhar e virar cinza.
23.9.11
20.9.11
Para Amy.
Love is a losing game. E é com essas palavras que eu acordo numa manhã nublada, com passarinhos cantando ao estilo Cinderella, mas sem cantorias sem sentido ou beijos de bom dia de um príncipe encantado. Só acordo, numa manhã qualquer em que eu não tenha dormido.
Love is a losing game. É um jogo realmente, onde se perde (e muito), mas também se ganha. Perde-se o juízo, toda a autoconfiança, o orgulho, a dignidade. Onde todas as couraças protetoras vão por água abaixo e nos permitimos a chance de ganhar - chance essa, que ainda não tive tempo de conversar direito, não fomos apresentadas.
O amor é o sentimento mais filho da puta que existe - todos nós sabemos-, mas o infeliz do “gostar” também não fica muito atrás – ‘amor’ e ‘afeição’ deveriam ser como tickets... Se eu te der o meu, tenho direito ao teu também. Sem mais lágrimas, como um shampoo Johnson infantil. Mas as lágrimas não param: quando não são de alegria, são de qualquer outra coisa ruim. De insegurança, de tristeza, de derrota, de desilusão. E elas lavam a alma, mas também nos fazem sentir saudade da couraça. Assim como eu sinto falta da minha.
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