18.7.11

HARRY POTTER - It didn't end on July 15th.



1.090.739 palavras,  4.195 páginas, 199 capítulos, 17 horas e 14 minutos, 8 filmes, 6 bilhões de dólares em bilheteria mundial, 7 livros, 1 história: Esses pequenos dados descrevem as estatísticas da saga Harry Potter, mas não expressam nem um centésimo do impacto causado nos fãs - que acompanharam do início ao fim, contando os dias para cada pré-estreia, cada lançamento de livro, mendigando por spoilers no site da JK (eu ainda não esqueci aquela maldita porta que não abria), recorrendo a traduções alternativas, mas sempre acompanhando cada passo do bruxinho que mais incentivou essa geração a ler e que, através de suas histórias, pregou valores como a lealdade, a bravura e a importância de fazer a coisa certa.
Antes mesmo da estreia da última parte da história, já se notava o frenesi e a constante sensação de nostalgia predominante nas redes sociais. Paródias foram feitas (pra quem quiser conferir, achei essa, essa e essa muito boas!), campanhas, homenagens em geral (achei lindas as plaquinhas que o Potterish criou pra estréia, aliás). Uma geração inteira aguardava para dar seu adeus a Harry e ver o tão esperado - e temido - final. 
Na sexta-feira passada (15 de julho), estreou nos cinemas o oitavo e último filme, a parte 2 do sétimo livro, Harry Potter e as Relíquias da Morte e, além dos 475 mil dólares já arrecadados mundialmente nesses primeiros dias, o filme também causou a maior comoção entre fãs e não-fãs. Crianças, jovens e adultos engrossaram as filas e lotaram as salas 3D e convencionais para participar desse dia importante.
Eu, infelizmente, não pude ir à pré-estreia, mas fui a Porto Alegre especialmente para assistir em 3D (Pelotas ainda não possui esse tipo de sala). Apesar de não ser grande fã dos filmes, já que sempre acho algum errinho que compromete a história do mundo mágico criado por JK Rowling, adorei cada cena, cada frase, cada passagem do filme. Logicamente, muita coisa foi deixada de fora, mas esse é o primeiro filme que eu percebo claramente que não foi feito apenas para vender ingressos (e, posteriormente, DVDs e Blu-Rays): foi um presente para os FÃS.
Não vou ser chata de dar spoiler, lógico, mas cabe salientar que a participação do Snape foi bem abordada, além da batalha final, que foi tão emocionante quanto o livro descreve. O filme traz várias cenas engraçadas, mas também algumas chocantes, fortes demais - a ponto de levar qualquer um às lágrimas. Vale à pena assistir, mesmo que não sejam tão fanáticos. Apesar de ser o fim de uma saga, ainda não acabou para uma geração inteira: a Geração Harry Potter, que esteve presente com Harry até o último momento e que não deixará que o bruxinho que carrega um raio na testa seja esquecido.






4.7.11

FENADOCE - O doce nem tão doce assim


Esse ano, fui à Fenadoce apenas duas vezes: as duas me fizeram sair de nariz torcido - uma no dia 26 de junho e outra durante a tarde de ontem, 3 de julho (data de encerramento, onde já é de se esperar um grande público transitando pelos pavilhões). 
Sempre tive uma relação de carinho com a Feira, nunca fui pelas inovações já que, em termos de expositores, são quase sempre os mesmos - porém, a quantidade diminui a cada edição - , o parque é sempre o mesmo (cada vez mais caro), tudo é o mesmo. É como dizem os populares: "Se fores a uma, provavelmente já fostes a todas". Vou a cada ano apenas porque cresci nesse ambiente, virou tradição de família passar um final de semana passeando entre estandes ou no parque com os amigos - não importa o propósito do passeio, mas o final sempre resultava em caixas de doces embaladas para levar.
Luzes coloridas, formigas de todos os tipos espalhadas pelos cantos do Centro de Eventos, tudo remetia aos doces e à doce tradição doceira de Pelotas: A decoração, os doces (principais estrelas do evento) e o Desfile Temático com a Corte e os integrantes do Grupo Tholl são um grande atrativo para todas as idades.
No entanto, esta edição me fez considerar seriamente se seguirei perpetuando este hábito e visitando a feira nos próximos anos - e, tenho certeza, não sou a única que saiu com uma má impressão. Apesar de todo esse esmero na montagem das edições da Feira, pude notar vários pontos negativos, tais como:
  • Diferente de edições anteriores, em que os carros já compravam o ingresso e o ticket de estacionamento na entrada, os motoristas precisaram enfrentar fila para bilheteria, do lado de fora da Feira - uma fila que, apesar de inconveniente, não é nada comparado à do estacionamento para ônibus de excursão e linha Turf Fenadoce. Em cada bilheteria, apenas três guichês para suprir uma alta demanda - o que, em dias tão frios quanto os que estamos enfrentando, torna-se um perigo à saúde dos visitantes e, indiretamente,restringe a faixa etária dos que resolvem prestigiar a feira (tente ir com um idoso ou um bebê de colo em um frio de 1º C para esperar de 10 a 30 minutos para emitir o ingresso e, então, passar mais outros tantos na fila para a catraca eletrônica - somente duas a cada bilheteria).
  • Bebês: Poucos carrinhos disponibilizados e apenas um fraldário disponível, o que obrigava as mães a enfrentar os corredores abarrotados para trocar as fraldas das crianças.
  • Arena de Shows: Anunciados como shows da Fenadoce, os ingressos, ironicamente, não davam acesso aos pavilhões da Feira, mas apenas à tenda - montada na parte externa, talvez, para maior lucro dos organizadores. Em outras edições, só o ingresso já bastava para ir aos shows e ainda visitar os estandes. 
Não sei quanto aos outros shows, mas o do dia 26 (Papas da Língua e Reação em Cadeia) presenteou o público e os músicos com frio, chuva e vento forte. Além da fila de espera para a pista até a abertura da tenda, a Arena de Shows, organizada pela Vivo e Conexão VPI, o público da Área VIP enfrentou uma estrutura que não correspondia ao valor do ingresso, já que a tenda possuía fendas próximas ao palco, por onde passava uma forte corrente de ar frio e chuva - que também afetou os músicos que se apresentaram, já que chovia até mesmo sobre o palco (detalhe nas gotas de chuva nas caixas à frente do palco, nas fotos). Numa tentativa de me esquentar, eu e algumas amigas tentamos ir ao bar comprar uma bebida quente e, adivinhem: para completar, tanto os ambulantes quanto o bar do espaço só vendiam bebidas geladas.
Na fila para o camarim, ao final do show, dezenas de pessoas esperavam encontrar seus ídolos e ficaram cerca de 40 minutos esperando a liberação para, depois desse longo tempo de espera, descobrir por meio de seguranças,que não seriam recebidos.

A estrutura da Arena de Shows





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É lastimável ver que uma das principais atrações turísticas de Pelotas não possui estrutura para receber os que vem de fora para conhecer e os que já são da cidade.  Fica então uma crítica, não feita com o intuito de ser mais uma "corneta", mas com a intenção de alertar para os pontos fracos a serem aperfeiçoados. E que as próximas edições não acabem sendo um doce que finda com um gosto amargo.