25.4.11

Eu vejo tudo enquadrado...

Hoje, de apenas uma meia dúzia de fotos para uma matéria no Jornal (AINDA nada assinado por mim, mas não tenho pressa, gostei de colaborar apenas), saiu um papo bacana. Daqueles que fazem a gente parar pra pensar e repensar tudo o que tem feito. 

O Fotógrafo que veio aqui fotografar essa minha bagunça organizada, o Nauro, conversou bastante comigo antes, durante e depois das fotos, até pela questão de eu fazer Jornalismo, estudar fotografia e me interessar pelo assunto. Pedi dicas a ele sobre lugares em que poderia fotografar para as aulas da faculdade, queria algo novo, bacana de ser mostrado, até pensei no Café Aquários - ponto quase que turístico de Pelotas, lugar onde até Humberto Gessinger já parou pra um cafézinho. Ele disse não saber o que me indicar, mas sugeriu que eu procurasse coisas aqui por perto de casa, que apesar de muita gente (inclusive eu) reclamar do bairro onde vive, existem detalhes que passam despercebidos e rendem boas fotos, boas histórias, já que todo mundo vê as coisas, os lugares, todos os dias, mas através dos olhos do fotógrafo e da fotografia, descobrimos muito mais.
Conheci o Nauro hoje, conversamos por uma hora ou até menos, mas já fiquei sabendo um pouco sobre a história dele - e pesquisei outro tanto no blog que linkei aqui no post, só pra dar mais fundamento ao post. O Nauro veio do Vale dos Sinos pra trabalhar em Pelotas. Casou, teve filhos, trabalha com fotografia há 20 anos, sendo 13 na RBS Pelotas, cobrindo matérias pra ZH. Tudo o que ele me disse hoje, serviu como uma aula extra-curricular, não só de fotografia, mas de vida - principalmente uma frase que eu tenho CERTEZA que vai me servir de guia, se um dia eu decidir me tornar colega de profissão dele: "Eu vim pra Pelotas faz muito tempo, mas todos os dias é como se eu estivesse chegando."
Talvez, muito provavelmente, eu não tenha reproduzido a frase perfeitamente. Culpo minha memória fraca e a falta de tempo para dedicar ao post, mas o que importa é o significado e a lição de hoje: Manter sempre os olhos atentos, analisar a cena não só como espectadora, mas como alguém atrás de informação, alguém que observa os mínimos detalhes a fim de extrair o que precisa - o que precisam ver. Me desejem sorte nessa tarefa, prometo dar o melhor de mim.
Xx,
K.


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19.4.11

Inspirações que vêm do nada...

Estava no twitter, agora há pouco, conversando com um colega (o Ariel, do Pra sair da rotina, super indico, btw) sobre bloqueio criativo e de onde vem a inspiração para os posts, sobre a sensação de ter o texto todo pronto na cabeça, só esperando para ser passado a limpo, pra ser publicado (ou jogado dentro de uma gaveta, como ocorre comigo, na maioria das vezes). 
Como já devem ter percebido por alguns inícios de postagens nesse humilde bloguito - ou até por comentários meus com amigos -, eu tenho uma certa fixação por ônibus. Dentro de um ônibus, me permito refletir e ver pela janela um mundo ao qual geralmente não dou muita atenção. Me perco em rostos, expressões, tento entender a rotina e os sentimentos, os problemas das pessoas que estão na rua - e até das várias que sentam ao meu lado até o destino final. Das mães que buscam seus filhos na escola, das senhoras que sobem e  vão só de uma esquina a outra, só pelo puro prazer de não pagar, dos trabalhadores que estão voltando pra casa cansados, que talvez tenham mulher e filhos à espera, talvez não. Fico devaneando, fazendo fotografias mentais: portraits ou paisagens.
Essa semana quase perdi o ponto em que eu planejava descer, só nessas minhas viagens mentais onde eu sou a única passageira. Fiquei encantada com o céu ao pôr-do-sol, nunca tinha visto aquelas cores tão vivas, tão intensas, aquele jogo de cores: uma mancha laranja, prestes a se tornar rosa contra a tela azul do céu.  
Esse tipo de coisa é simples demais e normalmente não me chamaria a atenção se eu estivesse no conforto do meu carro ou caminhando pela rua. Mas dentro do ônibus eu me forço a notar tudo e todos, a prestar atenção em cada nuance do caminho, em cada cor, som, cheiro, voz.. geralmente me divirto até fazendo careta para as crianças, conversando com as idosas que sempre puxam papo, analisando um grupo de estudantes fazendo bagunça e ouvindo música alta dentro do veículo. Cada pessoa, cada detalhe desses percursos de 15 ou 20 minutos tornam-se coadjuvantes - ou até protagonistas - das minhas histórias, das minhas reflexões.
Talvez eu precise andar de ônibus pra que as minhas engrenagens funcionem, para perceber o mundo e me sentir percebida. Ou talvez eu só precise viver mais e parar de apenas observar a vida passar.

15.4.11

28 DE ABRIL - A CORRENTE DO BEM

Hoje, fuxicando alguns tweets, descobri um flashmob que, diferente de outros, tem um lado social, com a proposta de fazer o bem em um dia (28 de abril), mas também conscientizar as pessoas de que boas ações são feitas diariamente, independente da circunstância, do que se faz. Seja algo elaborado como ir a um hospital fazer trabalho voluntário ou coisas simples como dar apoio a um amigo que esteja em um dia ruim.  O importante é perceber as pessoas ao nosso redor - na fila do ônibus, na aula, no trânsito - e, por meio de gestos, fazer com que elas se sintam importantes e também reconheçam a existência do outro. É fazê-las sair de suas bolhas e deixar de olhar só pra dentro, pro 'eu' e descobrir que nunca estamos sozinhos, vivemos sempre em 'NÓS'. É buscar a felicidade própria trabalhando para que os outros sejam felizes também.

Dia 28 de abril, o Brasil começa a sua participação com A Corrente do Bem, integrando o Dia Mundial da Boa Ação (Pay It Forward Day), um evento que sempre ocorre na última quinta de abril e já tem a participação de 30 países.  Eu só sei que, após dar uma olhada no site da campanha, decidi que vou participar. 

Como?
Faça entre uma e três boas ações para pessoas diferentes, sem esperar ou pedir nada em troca. Incentive a pessoa ajudada a continuar a Corrente do Bem, também ajudando outras três pessoas. Um detalhe bacana é o cartãozinho que eles disponibilizam no site e recomendam que seja entregue à pessoa que receber a boa ação. O ideal é que não fale muito com a pessoa, pra que a ação tenha mais impacto e a pessoa se interesse em ler o cartão, talvez até se sinta impulsionada a participar, mas se quiser explicar, tudo ok. 


Sugestões de boas ações:
- Doe algum dinheiro para uma instituição de caridade ou convença pessoas do trabalho a fazer o mesmo. Também seja voluntário em alguma ação social.
- Doe seu guarda-chuva que está dentro do carro para quem está no ponto de ônibus tomando chuva.
- Pague a passagem do ônibus e do metrô para quem vem depois e deixe só o cartão do movimento
- Pague o cafezinho de um desconhecido.
- Ceda lugar na fila do banco para alguém com mais pressa que você.
- Deixe livros no metrô, no ônibus, nas praças com o cartão da A Corrente do Bem dentro.
- Organize um grupo de estudos sobre uma matéria que você domina mais para ajudar os colegas que precisam.
- Ajude o vizinho a subir com as compras.
- Sem muita explicação, dê aquele abraço apertado e encha de beijos aquele seu amigo que tá precisando de um carinho.
- Doe Palavras, tuite algo legal para os pacientes  http://www.doepalavras.com.br/


Eu ainda não decidi o que farei, mas já comecei a me mobilizar, tentando mobilizar os leitores e imprimindo os cartõezinhos...dia 28 que me aguarde!
Se alguém topar a proposta e participar d'A Corrente do Bem, pleeeease tire fotos, pra gente montar um muralzinho com depoimentos, lembranças e fotos. Tenho certeza que sairão ótimas histórias dessa experiência!
Xx,
K.

10.4.11

Hora da faxina.

Sabe aqueles dias em que tu te sente asfixiada pelas circunstâncias, quando acaba parando pra refletir e é necessário mudar alguns conceitos, aceitar outros e repaginar tudo? Essa sensação me atingiu em CHEIO durante essa semana.

Esses momentos possuem seu lado bom e o lado ruim, como tudo na vida e ,de início, é evidente que nós - humanos (im)perfeitos - temos tendência a enxergar só a parte ruim, o que nos puxa pra baixo e faz com que pensemos em largar tudo. Ao mesmo tempo, essa sensação nos permite descobrir aos poucos o lado bom: se reinventar. É necessário quebrar os pratos um dia, fazer a 'limpa' no guarda-roupa, desenterrar relíquias, ver o que não presta mais e jogar fora - nunca é bom ficar guardando tralhas, coisas antigas que a gente não usa mais, mesmo que tenhamos dó de nos desfazer de um casaquinho lindo que foi nosso fiel companheiro em dias de chuva e sol..o apego pode ser ENORME, é natural, afinal, com ele, podem ter rolado várias indiadas, lembranças boas, ruins, mas temos que pensar que já não usamos tanto, a moda muda e talvez tenham outros mais bonitos e mais úteis na loja ao lado - além de, claro, poder fazer o bem e deixar que outra pessoa construa suas lembranças com um casaquinho companheiro.
É difícil mudar e se abrir às novidades? Sim, claro. Mas não faça disso um martírio, não se arrependa pensando nos "SE"s, nas razões para chegar a isso, em planos alternativos. PERMITA-SE arriscar e aposte tudo, mude os móveis de lugar, pinte as paredes de roxo, mesmo que depois descubra que não gosta da cor e mude pra azul, verde, amarelo, branco. Mas experimente, sorria, tente deixar de pensar no lado ruim e se aventure na descoberta de cada caminhozinho que leve ao lado bom, tente todos, até chegar ao destino final.

Depois disso, me escreva e conte se valeu ou não, espero estar certa, de coração.
Xx,
K.