4.7.11

FENADOCE - O doce nem tão doce assim


Esse ano, fui à Fenadoce apenas duas vezes: as duas me fizeram sair de nariz torcido - uma no dia 26 de junho e outra durante a tarde de ontem, 3 de julho (data de encerramento, onde já é de se esperar um grande público transitando pelos pavilhões). 
Sempre tive uma relação de carinho com a Feira, nunca fui pelas inovações já que, em termos de expositores, são quase sempre os mesmos - porém, a quantidade diminui a cada edição - , o parque é sempre o mesmo (cada vez mais caro), tudo é o mesmo. É como dizem os populares: "Se fores a uma, provavelmente já fostes a todas". Vou a cada ano apenas porque cresci nesse ambiente, virou tradição de família passar um final de semana passeando entre estandes ou no parque com os amigos - não importa o propósito do passeio, mas o final sempre resultava em caixas de doces embaladas para levar.
Luzes coloridas, formigas de todos os tipos espalhadas pelos cantos do Centro de Eventos, tudo remetia aos doces e à doce tradição doceira de Pelotas: A decoração, os doces (principais estrelas do evento) e o Desfile Temático com a Corte e os integrantes do Grupo Tholl são um grande atrativo para todas as idades.
No entanto, esta edição me fez considerar seriamente se seguirei perpetuando este hábito e visitando a feira nos próximos anos - e, tenho certeza, não sou a única que saiu com uma má impressão. Apesar de todo esse esmero na montagem das edições da Feira, pude notar vários pontos negativos, tais como:
  • Diferente de edições anteriores, em que os carros já compravam o ingresso e o ticket de estacionamento na entrada, os motoristas precisaram enfrentar fila para bilheteria, do lado de fora da Feira - uma fila que, apesar de inconveniente, não é nada comparado à do estacionamento para ônibus de excursão e linha Turf Fenadoce. Em cada bilheteria, apenas três guichês para suprir uma alta demanda - o que, em dias tão frios quanto os que estamos enfrentando, torna-se um perigo à saúde dos visitantes e, indiretamente,restringe a faixa etária dos que resolvem prestigiar a feira (tente ir com um idoso ou um bebê de colo em um frio de 1º C para esperar de 10 a 30 minutos para emitir o ingresso e, então, passar mais outros tantos na fila para a catraca eletrônica - somente duas a cada bilheteria).
  • Bebês: Poucos carrinhos disponibilizados e apenas um fraldário disponível, o que obrigava as mães a enfrentar os corredores abarrotados para trocar as fraldas das crianças.
  • Arena de Shows: Anunciados como shows da Fenadoce, os ingressos, ironicamente, não davam acesso aos pavilhões da Feira, mas apenas à tenda - montada na parte externa, talvez, para maior lucro dos organizadores. Em outras edições, só o ingresso já bastava para ir aos shows e ainda visitar os estandes. 
Não sei quanto aos outros shows, mas o do dia 26 (Papas da Língua e Reação em Cadeia) presenteou o público e os músicos com frio, chuva e vento forte. Além da fila de espera para a pista até a abertura da tenda, a Arena de Shows, organizada pela Vivo e Conexão VPI, o público da Área VIP enfrentou uma estrutura que não correspondia ao valor do ingresso, já que a tenda possuía fendas próximas ao palco, por onde passava uma forte corrente de ar frio e chuva - que também afetou os músicos que se apresentaram, já que chovia até mesmo sobre o palco (detalhe nas gotas de chuva nas caixas à frente do palco, nas fotos). Numa tentativa de me esquentar, eu e algumas amigas tentamos ir ao bar comprar uma bebida quente e, adivinhem: para completar, tanto os ambulantes quanto o bar do espaço só vendiam bebidas geladas.
Na fila para o camarim, ao final do show, dezenas de pessoas esperavam encontrar seus ídolos e ficaram cerca de 40 minutos esperando a liberação para, depois desse longo tempo de espera, descobrir por meio de seguranças,que não seriam recebidos.

A estrutura da Arena de Shows





  clique nas fotos para ver em tamanho maior

É lastimável ver que uma das principais atrações turísticas de Pelotas não possui estrutura para receber os que vem de fora para conhecer e os que já são da cidade.  Fica então uma crítica, não feita com o intuito de ser mais uma "corneta", mas com a intenção de alertar para os pontos fracos a serem aperfeiçoados. E que as próximas edições não acabem sendo um doce que finda com um gosto amargo.

0 comentários: