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QUANDO EU ENJOO de MIM, eu CORTO O CABELO. Ao abrir a minha CRIATIVA de maio, essa frase publicitária genial acabou chamando a minha sempre dispersa atenção para o texto lançado pela revista Marie Claire em comemoração aos seus 20 anos.
"Quando eu gosto do meu corte,
eu me sinto poderosa.
Quando eu não gosto, eu choro.
Quando eu gosto do meu corte,
eu quero sair pra jantar.
Quando eu não gosto, eu não
vou nem pro trabalho.
Quando eu gosto do meu corte,
eu sou feliz.
Até o dia que eu enjoo
de mim mesma.
E aí eu saio para cortar o cabelo"
Toda mulher, apesar de singular, tem essa relação de amor/ódio com seu cabelo, seu corpo, consigo. E foi ISSO o que me prendeu ao texto, me ver escrita em palavras tão simples, em uma linguagem acessível, fácil, como se estivesse vendo a autora (ou o eu-lírico de um autor, vá saber!) , como se fosse uma conversa informal.
Ao ler o anúncio publicitário/texto, me identifiquei e relembrei várias fases da minha vida: cada uma, com um cabelo diferente, de fato.
Cortar o cabelo, para uma mulher, é uma decisão e tanto. Ao menos no meu caso, passo dias e dias considerando a idéia, antes de me entregar à tesoura. "Será que vai ficar bem? Será que não vou me arrepender?". Demoro, mas sempre me rendo e corto. E a sensação é ÓTIMA, libertadora.
Cortar o cabelo é uma mensagem subliminar no nosso comportamento que diz "estou querendo deixar essa fase para trás. Cabelo novo, vida nova.". Radicalizamos: pintamos, cortamos curtinho, repicado, com luzes,milhares de pontas, texturas, assimetrias. É nosso bota-fora. Ao menos para mim.
Não sou muito vaidosa com essa coisa de cabelo, assumo. Lavo, seco, às vezes faço um penteado bonitinho, mas não tenho saco para milhares de hidratações, chapinhas, escovas... está sempre in natura, assumindo meus frizz, minha eletricidade natural. Sou elétrica mesmo,até o último fio de cabelo. E por essa falta de vaidade, acabo deixando ele quieto, deixo que fique sem corte (com exceção da franja que, se não corto regularmente, fica uma coisa meio "yorkshire" e tenho que apelar pra presilhas coloridas e toda essa coisa caótica).
Só lembro de cortar quando não estou tão bem assim e o momento pede - quando me inspiro e,"em um belo dia, resolvo mudar e fazer tudo o que eu queria fazer"...corto ele curtinho, dou uma tingida e radicalizo . Saio do salão de alma lavada, pronta para enfrentar um exército se preciso for. Me sinto mais confiante, mais viva. E deixo o cabelo no cantinho dele, quieto. Até que eu enjoe novamente de mim.


2 comentários:
Disse tudo. Eu sou exatamente assim, e no fundo, acho que todas as mulheres. Nossa relação entre interior e exterior é tão forte, que se nos sentimos mal por dentro o jeito mais fácil de 'bota fora' é se renovar por fora e deixar isso acontecer internamente como consequencia. É a velha historia da mulher que está se sentindo um lixo e passa na frente da construção pra ouvir elogio dos predreiros e inflar um pouquinho o ego. Nós mulheres precisamos disso, não de uma forma presunçosa. Não. Precisamos disso por que não somos divididas em interior e exterior,as duas partes são complementares. *(o que não serve pra analisar os homens ne...)
mto legal seu blog visita o meu e comenta por favor!!
maniasdasadolescentes.blogspot.com
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