Hoje, de apenas uma meia dúzia de fotos para uma matéria no Jornal (AINDA nada assinado por mim, mas não tenho pressa, gostei de colaborar apenas), saiu um papo bacana. Daqueles que fazem a gente parar pra pensar e repensar tudo o que tem feito.
O Fotógrafo que veio aqui fotografar essa minha bagunça organizada, o Nauro, conversou bastante comigo antes, durante e depois das fotos, até pela questão de eu fazer Jornalismo, estudar fotografia e me interessar pelo assunto. Pedi dicas a ele sobre lugares em que poderia fotografar para as aulas da faculdade, queria algo novo, bacana de ser mostrado, até pensei no Café Aquários - ponto quase que turístico de Pelotas, lugar onde até Humberto Gessinger já parou pra um cafézinho. Ele disse não saber o que me indicar, mas sugeriu que eu procurasse coisas aqui por perto de casa, que apesar de muita gente (inclusive eu) reclamar do bairro onde vive, existem detalhes que passam despercebidos e rendem boas fotos, boas histórias, já que todo mundo vê as coisas, os lugares, todos os dias, mas através dos olhos do fotógrafo e da fotografia, descobrimos muito mais.
Conheci o Nauro hoje, conversamos por uma hora ou até menos, mas já fiquei sabendo um pouco sobre a história dele - e pesquisei outro tanto no blog que linkei aqui no post, só pra dar mais fundamento ao post. O Nauro veio do Vale dos Sinos pra trabalhar em Pelotas. Casou, teve filhos, trabalha com fotografia há 20 anos, sendo 13 na RBS Pelotas, cobrindo matérias pra ZH. Tudo o que ele me disse hoje, serviu como uma aula extra-curricular, não só de fotografia, mas de vida - principalmente uma frase que eu tenho CERTEZA que vai me servir de guia, se um dia eu decidir me tornar colega de profissão dele: "Eu vim pra Pelotas faz muito tempo, mas todos os dias é como se eu estivesse chegando."
Talvez, muito provavelmente, eu não tenha reproduzido a frase perfeitamente. Culpo minha memória fraca e a falta de tempo para dedicar ao post, mas o que importa é o significado e a lição de hoje: Manter sempre os olhos atentos, analisar a cena não só como espectadora, mas como alguém atrás de informação, alguém que observa os mínimos detalhes a fim de extrair o que precisa - o que precisam ver. Me desejem sorte nessa tarefa, prometo dar o melhor de mim.
Xx,
K.
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