17.6.10

E sigo TOCando...

"Tu tem TOC", "Tu tem TOC", "Tu tem TOC". Ignorando de entrada o erro de pessoa gramatical (tão cometido e imperceptível na fala gaúcha), foi a frase que mais ouvi durante uma manhã inteira, por ter passado um bom tempo escrevendo e passando a limpo várias vezes uma mesma redação. Motivo? Uma ou outra palavra rasurada, um gerúndio desnecessário (PRECISO perder esse gerundismo!!), uma margem que não ficou bem feita.
Sim, eu assumo: sou metódica pra caramba, perfeccionista ao extremo e não sossego se algo não fica EXATAMENTE como eu planejo mentalmente. É assim com os meus textos, com as minhas fotos (tanto que não deixo o pessoal tirar fotos minhas...e quando deixo, ENSINO o ângulo que quero, de acordo com a luz, o cenário, meu perfil mais fotogênico...). Me torno uma chata, mas são esses caprichos é que fazem as poucas coisas que eu me animo a pegar e trabalhar em cima saírem boas, com alguma qualidade. É por essas que os meus textos se tornam longos, porém significativos, com um desencadeamento decente (segundo meus professores de redação), por esse meu "TOC".
Sinceramente? Não sei se tenho algum Transtorno Obsessivo Compulsivo ou se é puro perfeccionismo de virginiana, puro metodismo. Mas me deixe TOCar em paz, obrigada.
Xx,
K.

8.6.10

Happy Valentine's Day.






Ai, ai...here comes Valentine's (Doo doo doo doo)... E com ele, TUDO outra vez. A vontade de ter alguém, de amar, ser amada, passear de mãos dadas num dia frio, ter alguém que me ature no telefone por horas e horas, que discuta pra ver quem desliga dessa vez (e da outra), que me ligue pra ouvir minha voz, que sinta minha falta. Viver um amor a la Romeo&Juliet. Ou algo mais parecido com Tom&Jerry, uma eterna fuga de olhares, mas algo que te instigue a querer mais e mais. Uma espécie de droga sem rehab, que me faça perder o sono, morrer de amor.
Mas pensando em tudo isso, lembrei da coluna da Meg Cabot (que como sempre, desde Princess Diaries, tira as palavras da minha boca, de forma tão perfeita e exata que nem eu saberia dizê-las, se tentasse) na CAPRICHO, que me fez abençoar a atitude consumista de comprá-la todo santo mês, mesmo que olhe duas ou três colunas certas e depois jogue em um canto: Essa coisa de Dia dos Namorados SURTA o mundo inteiro. É uma data comercial que faz com que os solteiros pirem por serem solteiros, os que namoram pirem quando um esquece da data, de um presente, de um sorriso "especial" pra data...
Mas a verdade, é que todo mundo esquece que este é só um dia, igual a todos os outros 364. Depois dessa reflexão, olhei pro nada e sorri. Feito doida mesmo. Mas uma doida satisfeita por encontrar as minhas respostas: O problema não sou eu, por ser solteira. O problema é que ainda não achei alguém que me faça desistir da solidão, que me dê flores 365 dias por ano, e não apenas em cada 12 de junho. Alguém que me dê um sorriso diferente pra cada dia. Que me dê de presente a convivência, surpresas simples como me buscar quando não espero, ligar pra dar bom dia, boa noite ou só jogar conversa fora. Alguém que escute uma música e lembre de mim. Alguém.
E sinceramente, tirando essa MALDITA data, eu não sinto tanta falta assim. Gosto de ser avulsa, sem vir com brinde anexo, como um Mc Lanche Feliz. Gosto de ir onde eu quero, quando eu quero, com quem eu quero. Gosto.
E até que eu ache alguém que faça valer à pena desistir de tudo, é assim que eu vou estar: ME namorando, ME dando presentes e ME amando. Até que alguém faça isso por mim também.
Xx,
K.