
Hoje (e talvez esteja me repetindo, mas não consigo lembrar de cada post feito nas minhas milhares de e-vidas) abri o orkut, e pela centésima vez senti vontade de mudar meu about, ou, para ser mais exata, meu Quem Sou Eu. E nessas horas, sempre me bate aquele pensamento: Boa pergunta....quem sou eu? Como é que EU vou saber? E aí, bate a vontade de ligar pra melhor amiga e perguntar:
- Lu (ou Pati, Bia, Mi...o nome que vier à mente), quem sou eu?
Porque sim, é mais fácil perguntar pro amigo mais próximo, fazer uma enquete popular, um censo entre os amigos e descobrir o que pensam de ti. Mesmo que isso não defina exatamente o que tu realmente és.É difícil definir-se, ainda mais num período de transição adolescência/fase adulta, onde tu mal sabes em que faculdade tu vais te enfiar - muito menos SE vais conseguir passar em alguma e MENOS AINDA quem tu és.
Mas enfim, voltando ao perfil, o meu atual é aquele típico de comunidades "perfis prontos, depoimentos prontos e pensamentos enlatados" (mas por incrível que pareça, é só o molde: tudo saiu desta cabeça surtada que vos escreve):
"Louca, lúcida, absurdamente sentimental, mas um tanto fechada. Um tanto amigável, outro tanto nojentinha. Cheia de neuras e dilemas, mas extremamente POSITIVA. Só mais uma alma perdida nesse mundo com uma mente fervilhando de idéias e uma vontade insana de viver!"
Isso é um tanto do que eu vejo em mim, porém, não corresponde a 1/1000 da confusão de sentimentos,pensamentos e ideais contidos em uma só criatura que atende por Clara, Kitty ou até mesmo "moça das camisetas de super-herói".
Não sei a qual fator eu atribuo a "culpa" por ser tão multifacetada e ao mesmo tempo tão simples de compreender, se vista pelo ângulo certo: se à imensa fusão de signos, ascendentes, luas, sóis e meteoros no meu mapa astral, ao meu nascimento na transição errada ou ao meu amiguinho imaginário, the GodFather... A única coisa que eu sei é que eu SOU.
Sou aquela que é totalmente contra padrões de estética, mas quase morre de culpa quando se entope de chocolate (mas segue se entopindo); Sou a que é "extremamente madura pra idade", mas em certas situações bate pé, faz bico, lê quadrinhos até hoje e ainda dá risada dos programas que assistia quando criança; Sou a que dá conselhos pra turma toda, resolve os problemas alheios...mas nunca consegue resolver os seus; Sou a que é hiper preocupada com meio ambiente, a que dá sermão por cada gota de água desperdiçada...mas não abre mão do banho de 2 horas; Sou a que não sabe dançar e é travada ao extremo, mas que arrisca até funk na frente do espelho do banheiro; Sou a que é extremamente racional, mas tem suas crises criativas, suas loucuras; Sou a criatura mais amigável do mundo, mas que à primeira vista passa por arrogante; Sou a pessoa mais palhaça, mais solta que eu já conheci...mas que ao primeiro contato é fechada, fala pouco e ouve até demais (mas depois...não sabe quando calar a boca!); Sou a pessoa que tá sempre lá pra dar uma palavra otimista a um amigo, um apoio...mas que sempre acha que as coisas não irão dar certo pra si; Sou a que em um dia usa preto, e no outro sai vestida em rosa flúor; Sou a que tem uma canção diferente para cada momento da vida - que nada mais é do que um grande storyboard de um videoclipe; Sou a que se agonia quando algo não é EXATAMENTE do jeito que foi planejado, quando não consegue achar solução pra tudo. Sou tanto e tão pouco, sou a mistura de tantas matérias que resultam num só produto: eu.
Pena que isso não cabe num perfil de orkut ou num cartão de visitas: é algo que se descobre pouco a pouco, com convivência e MUITA, MUITA paciência - e terapia!
Isso é um tanto do que eu vejo em mim, porém, não corresponde a 1/1000 da confusão de sentimentos,pensamentos e ideais contidos em uma só criatura que atende por Clara, Kitty ou até mesmo "moça das camisetas de super-herói".
Não sei a qual fator eu atribuo a "culpa" por ser tão multifacetada e ao mesmo tempo tão simples de compreender, se vista pelo ângulo certo: se à imensa fusão de signos, ascendentes, luas, sóis e meteoros no meu mapa astral, ao meu nascimento na transição errada ou ao meu amiguinho imaginário, the GodFather... A única coisa que eu sei é que eu SOU.
Sou aquela que é totalmente contra padrões de estética, mas quase morre de culpa quando se entope de chocolate (mas segue se entopindo); Sou a que é "extremamente madura pra idade", mas em certas situações bate pé, faz bico, lê quadrinhos até hoje e ainda dá risada dos programas que assistia quando criança; Sou a que dá conselhos pra turma toda, resolve os problemas alheios...mas nunca consegue resolver os seus; Sou a que é hiper preocupada com meio ambiente, a que dá sermão por cada gota de água desperdiçada...mas não abre mão do banho de 2 horas; Sou a que não sabe dançar e é travada ao extremo, mas que arrisca até funk na frente do espelho do banheiro; Sou a que é extremamente racional, mas tem suas crises criativas, suas loucuras; Sou a criatura mais amigável do mundo, mas que à primeira vista passa por arrogante; Sou a pessoa mais palhaça, mais solta que eu já conheci...mas que ao primeiro contato é fechada, fala pouco e ouve até demais (mas depois...não sabe quando calar a boca!); Sou a pessoa que tá sempre lá pra dar uma palavra otimista a um amigo, um apoio...mas que sempre acha que as coisas não irão dar certo pra si; Sou a que em um dia usa preto, e no outro sai vestida em rosa flúor; Sou a que tem uma canção diferente para cada momento da vida - que nada mais é do que um grande storyboard de um videoclipe; Sou a que se agonia quando algo não é EXATAMENTE do jeito que foi planejado, quando não consegue achar solução pra tudo. Sou tanto e tão pouco, sou a mistura de tantas matérias que resultam num só produto: eu.
Pena que isso não cabe num perfil de orkut ou num cartão de visitas: é algo que se descobre pouco a pouco, com convivência e MUITA, MUITA paciência - e terapia!
E vocês, quem são?
Xx,
K.
Xx,
K.

3 comentários:
é difícil conseguir se classificar, somos várias, mas únicas. Somos adolescentes, ou seja, estamos mudando o tempo todo e isso reflete em quem somos e no que fazemos. Adorei seu blog, seus textos sao ótimos *-*
Que complexa, hein!?
Ai, meu Deus... que perguntas difíceis você faz!
Tá ok, vamos lá: eu sou a menina que até hoje não viu Alice ;@, mas conhecida como Roberta Veloso, ou Gatinha do violão ( =$), ou garota do strogonoff com morangos, ou esclerótica... e é melhor parar por aí!
Espero um dia conseguir me definir em uma coisa menos louca ^^
Mana, fazia um tempinho que não vinha ler seu blog... E sempre que venho (desde que você me passou o endereço), faço visitas anônimas, e acho que nunca deixei um comentário... Contudo, esse post praticamente me obriga a vir dizer algo, não apenas porque fiquei impressionado com tudo o que disse, como também, porque fiquei na dúvida se você está falando de você mesma, ou se está falando de mim! Calma, não sou tão louco assim (ou prefiro pensar que não). Entendi seu desabafo. Mas o que quero dizer é que quantas não foram as vezes em que me peguei fazendo a mesma pergunta: "Quem sou eu?". Essa é sem dúvida a pergunta mais difícil de todas, pois eu, assim como você, sou uma pessoa tão complicada, tão volúvel, tão tão... lucidamente louca que igualmente me atormento por não conseguir me entender. Brinquei que talvez você estivesse falando de mim, pois noventa por cento do que você disse no último parágrafo se aplica perfeitamente a mim... O que é curioso... Mas enfim, talvez não devamos mesmo saber quem somos, porque somos, como somos, etc. etc... Isso tiraria toda a graça, não é mesmo? Gosto do fato de até meus próprios atos me surpreenderem, assim tudo na vida vira uma surpresa! Se até eu me surpreendo, quem dirá os outros! Se bem que não... Os outros acabam sempre sendo previsíveis, como tenho certeza que sou para os outros... Bem, acho que já estou falando demais e não estou chegando a conclusão nenhuma... Entende agora (claro que você entende, é tão louca como eu), porque me identifico tanto com o House? A verdade é que a única coisa que sabemos é que nada sabemos, por mais clichê e piegas que seja dizer isso, mas é verdade. Reitero, porém, o que já te disse em outras ocasiões: o problema não é ser louco, é não ter consciência da loucura. Eis o nosso trunfo, mana, sabendo que somos loucos, estamos isentos da necessidade de sabermos quem somos. Simplesmente somos.
Beijos,
Bruno.
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