Eu tô me sentindo tipo um vampiro daquelas histórias antigas, quando sai no sol. Não do tipo Crepúsculo, que brilha na luz feito uma merda de uma fada glitterinada. Mas um vampiro de VERDADE. Parece que eu me encantei pelo sol e, mesmo tendo medo e sabendo o que ia acontecer se eu fosse ao encontro dele, eu me arrisquei e resolvi sair pra ver como era. Me aqueci, me senti iluminada, deu uma sensação boa... mas depois percebi que o meu lugar não era ali e comecei a queimar, de dentro pra fora. Até definhar e virar cinza.
23.9.11
20.9.11
Para Amy.
Love is a losing game. E é com essas palavras que eu acordo numa manhã nublada, com passarinhos cantando ao estilo Cinderella, mas sem cantorias sem sentido ou beijos de bom dia de um príncipe encantado. Só acordo, numa manhã qualquer em que eu não tenha dormido.
Love is a losing game. É um jogo realmente, onde se perde (e muito), mas também se ganha. Perde-se o juízo, toda a autoconfiança, o orgulho, a dignidade. Onde todas as couraças protetoras vão por água abaixo e nos permitimos a chance de ganhar - chance essa, que ainda não tive tempo de conversar direito, não fomos apresentadas.
O amor é o sentimento mais filho da puta que existe - todos nós sabemos-, mas o infeliz do “gostar” também não fica muito atrás – ‘amor’ e ‘afeição’ deveriam ser como tickets... Se eu te der o meu, tenho direito ao teu também. Sem mais lágrimas, como um shampoo Johnson infantil. Mas as lágrimas não param: quando não são de alegria, são de qualquer outra coisa ruim. De insegurança, de tristeza, de derrota, de desilusão. E elas lavam a alma, mas também nos fazem sentir saudade da couraça. Assim como eu sinto falta da minha.
18.7.11
HARRY POTTER - It didn't end on July 15th.
1.090.739 palavras, 4.195 páginas, 199 capítulos, 17 horas e 14 minutos, 8 filmes, 6 bilhões de dólares em bilheteria mundial, 7 livros, 1 história: Esses pequenos dados descrevem as estatísticas da saga Harry Potter, mas não expressam nem um centésimo do impacto causado nos fãs - que acompanharam do início ao fim, contando os dias para cada pré-estreia, cada lançamento de livro, mendigando por spoilers no site da JK (eu ainda não esqueci aquela maldita porta que não abria), recorrendo a traduções alternativas, mas sempre acompanhando cada passo do bruxinho que mais incentivou essa geração a ler e que, através de suas histórias, pregou valores como a lealdade, a bravura e a importância de fazer a coisa certa.
Antes mesmo da estreia da última parte da história, já se notava o frenesi e a constante sensação de nostalgia predominante nas redes sociais. Paródias foram feitas (pra quem quiser conferir, achei essa, essa e essa muito boas!), campanhas, homenagens em geral (achei lindas as plaquinhas que o Potterish criou pra estréia, aliás). Uma geração inteira aguardava para dar seu adeus a Harry e ver o tão esperado - e temido - final.
Antes mesmo da estreia da última parte da história, já se notava o frenesi e a constante sensação de nostalgia predominante nas redes sociais. Paródias foram feitas (pra quem quiser conferir, achei essa, essa e essa muito boas!), campanhas, homenagens em geral (achei lindas as plaquinhas que o Potterish criou pra estréia, aliás). Uma geração inteira aguardava para dar seu adeus a Harry e ver o tão esperado - e temido - final.
Na sexta-feira passada (15 de julho), estreou nos cinemas o oitavo e último filme, a parte 2 do sétimo livro, Harry Potter e as Relíquias da Morte e, além dos 475 mil dólares já arrecadados mundialmente nesses primeiros dias, o filme também causou a maior comoção entre fãs e não-fãs. Crianças, jovens e adultos engrossaram as filas e lotaram as salas 3D e convencionais para participar desse dia importante.
Eu, infelizmente, não pude ir à pré-estreia, mas fui a Porto Alegre especialmente para assistir em 3D (Pelotas ainda não possui esse tipo de sala). Apesar de não ser grande fã dos filmes, já que sempre acho algum errinho que compromete a história do mundo mágico criado por JK Rowling, adorei cada cena, cada frase, cada passagem do filme. Logicamente, muita coisa foi deixada de fora, mas esse é o primeiro filme que eu percebo claramente que não foi feito apenas para vender ingressos (e, posteriormente, DVDs e Blu-Rays): foi um presente para os FÃS.
Não vou ser chata de dar spoiler, lógico, mas cabe salientar que a participação do Snape foi bem abordada, além da batalha final, que foi tão emocionante quanto o livro descreve. O filme traz várias cenas engraçadas, mas também algumas chocantes, fortes demais - a ponto de levar qualquer um às lágrimas. Vale à pena assistir, mesmo que não sejam tão fanáticos. Apesar de ser o fim de uma saga, ainda não acabou para uma geração inteira: a Geração Harry Potter, que esteve presente com Harry até o último momento e que não deixará que o bruxinho que carrega um raio na testa seja esquecido.
Eu, infelizmente, não pude ir à pré-estreia, mas fui a Porto Alegre especialmente para assistir em 3D (Pelotas ainda não possui esse tipo de sala). Apesar de não ser grande fã dos filmes, já que sempre acho algum errinho que compromete a história do mundo mágico criado por JK Rowling, adorei cada cena, cada frase, cada passagem do filme. Logicamente, muita coisa foi deixada de fora, mas esse é o primeiro filme que eu percebo claramente que não foi feito apenas para vender ingressos (e, posteriormente, DVDs e Blu-Rays): foi um presente para os FÃS.
Não vou ser chata de dar spoiler, lógico, mas cabe salientar que a participação do Snape foi bem abordada, além da batalha final, que foi tão emocionante quanto o livro descreve. O filme traz várias cenas engraçadas, mas também algumas chocantes, fortes demais - a ponto de levar qualquer um às lágrimas. Vale à pena assistir, mesmo que não sejam tão fanáticos. Apesar de ser o fim de uma saga, ainda não acabou para uma geração inteira: a Geração Harry Potter, que esteve presente com Harry até o último momento e que não deixará que o bruxinho que carrega um raio na testa seja esquecido.
4.7.11
FENADOCE - O doce nem tão doce assim
Esse ano, fui à Fenadoce apenas duas vezes: as duas me fizeram sair de nariz torcido - uma no dia 26 de junho e outra durante a tarde de ontem, 3 de julho (data de encerramento, onde já é de se esperar um grande público transitando pelos pavilhões).
Sempre tive uma relação de carinho com a Feira, nunca fui pelas inovações já que, em termos de expositores, são quase sempre os mesmos - porém, a quantidade diminui a cada edição - , o parque é sempre o mesmo (cada vez mais caro), tudo é o mesmo. É como dizem os populares: "Se fores a uma, provavelmente já fostes a todas". Vou a cada ano apenas porque cresci nesse ambiente, virou tradição de família passar um final de semana passeando entre estandes ou no parque com os amigos - não importa o propósito do passeio, mas o final sempre resultava em caixas de doces embaladas para levar.
Luzes coloridas, formigas de todos os tipos espalhadas pelos cantos do Centro de Eventos, tudo remetia aos doces e à doce tradição doceira de Pelotas: A decoração, os doces (principais estrelas do evento) e o Desfile Temático com a Corte e os integrantes do Grupo Tholl são um grande atrativo para todas as idades.
No entanto, esta edição me fez considerar seriamente se seguirei perpetuando este hábito e visitando a feira nos próximos anos - e, tenho certeza, não sou a única que saiu com uma má impressão. Apesar de todo esse esmero na montagem das edições da Feira, pude notar vários pontos negativos, tais como:
- Diferente de edições anteriores, em que os carros já compravam o ingresso e o ticket de estacionamento na entrada, os motoristas precisaram enfrentar fila para bilheteria, do lado de fora da Feira - uma fila que, apesar de inconveniente, não é nada comparado à do estacionamento para ônibus de excursão e linha Turf Fenadoce. Em cada bilheteria, apenas três guichês para suprir uma alta demanda - o que, em dias tão frios quanto os que estamos enfrentando, torna-se um perigo à saúde dos visitantes e, indiretamente,restringe a faixa etária dos que resolvem prestigiar a feira (tente ir com um idoso ou um bebê de colo em um frio de 1º C para esperar de 10 a 30 minutos para emitir o ingresso e, então, passar mais outros tantos na fila para a catraca eletrônica - somente duas a cada bilheteria).
- Bebês: Poucos carrinhos disponibilizados e apenas um fraldário disponível, o que obrigava as mães a enfrentar os corredores abarrotados para trocar as fraldas das crianças.
- Arena de Shows: Anunciados como shows da Fenadoce, os ingressos, ironicamente, não davam acesso aos pavilhões da Feira, mas apenas à tenda - montada na parte externa, talvez, para maior lucro dos organizadores. Em outras edições, só o ingresso já bastava para ir aos shows e ainda visitar os estandes.
Não sei quanto aos outros shows, mas o do dia 26 (Papas da Língua e Reação em Cadeia) presenteou o público e os músicos com frio, chuva e vento forte. Além da fila de espera para a pista até a abertura da tenda, a Arena de Shows, organizada pela Vivo e Conexão VPI, o público da Área VIP enfrentou uma estrutura que não correspondia ao valor do ingresso, já que a tenda possuía fendas próximas ao palco, por onde passava uma forte corrente de ar frio e chuva - que também afetou os músicos que se apresentaram, já que chovia até mesmo sobre o palco (detalhe nas gotas de chuva nas caixas à frente do palco, nas fotos). Numa tentativa de me esquentar, eu e algumas amigas tentamos ir ao bar comprar uma bebida quente e, adivinhem: para completar, tanto os ambulantes quanto o bar do espaço só vendiam bebidas geladas.
Na fila para o camarim, ao final do show, dezenas de pessoas esperavam encontrar seus ídolos e ficaram cerca de 40 minutos esperando a liberação para, depois desse longo tempo de espera, descobrir por meio de seguranças,que não seriam recebidos.
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| A estrutura da Arena de Shows |
clique nas fotos para ver em tamanho maior
É lastimável ver que uma das principais atrações turísticas de Pelotas não possui estrutura para receber os que vem de fora para conhecer e os que já são da cidade. Fica então uma crítica, não feita com o intuito de ser mais uma "corneta", mas com a intenção de alertar para os pontos fracos a serem aperfeiçoados. E que as próximas edições não acabem sendo um doce que finda com um gosto amargo.
15.5.11
Sobre cortes de cabelo e mudanças de humor.
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QUANDO EU ENJOO de MIM, eu CORTO O CABELO. Ao abrir a minha CRIATIVA de maio, essa frase publicitária genial acabou chamando a minha sempre dispersa atenção para o texto lançado pela revista Marie Claire em comemoração aos seus 20 anos.
"Quando eu gosto do meu corte,
eu me sinto poderosa.
Quando eu não gosto, eu choro.
Quando eu gosto do meu corte,
eu quero sair pra jantar.
Quando eu não gosto, eu não
vou nem pro trabalho.
Quando eu gosto do meu corte,
eu sou feliz.
Até o dia que eu enjoo
de mim mesma.
E aí eu saio para cortar o cabelo"
Toda mulher, apesar de singular, tem essa relação de amor/ódio com seu cabelo, seu corpo, consigo. E foi ISSO o que me prendeu ao texto, me ver escrita em palavras tão simples, em uma linguagem acessível, fácil, como se estivesse vendo a autora (ou o eu-lírico de um autor, vá saber!) , como se fosse uma conversa informal.
Ao ler o anúncio publicitário/texto, me identifiquei e relembrei várias fases da minha vida: cada uma, com um cabelo diferente, de fato.
Cortar o cabelo, para uma mulher, é uma decisão e tanto. Ao menos no meu caso, passo dias e dias considerando a idéia, antes de me entregar à tesoura. "Será que vai ficar bem? Será que não vou me arrepender?". Demoro, mas sempre me rendo e corto. E a sensação é ÓTIMA, libertadora.
Cortar o cabelo é uma mensagem subliminar no nosso comportamento que diz "estou querendo deixar essa fase para trás. Cabelo novo, vida nova.". Radicalizamos: pintamos, cortamos curtinho, repicado, com luzes,milhares de pontas, texturas, assimetrias. É nosso bota-fora. Ao menos para mim.
Não sou muito vaidosa com essa coisa de cabelo, assumo. Lavo, seco, às vezes faço um penteado bonitinho, mas não tenho saco para milhares de hidratações, chapinhas, escovas... está sempre in natura, assumindo meus frizz, minha eletricidade natural. Sou elétrica mesmo,até o último fio de cabelo. E por essa falta de vaidade, acabo deixando ele quieto, deixo que fique sem corte (com exceção da franja que, se não corto regularmente, fica uma coisa meio "yorkshire" e tenho que apelar pra presilhas coloridas e toda essa coisa caótica).
Só lembro de cortar quando não estou tão bem assim e o momento pede - quando me inspiro e,"em um belo dia, resolvo mudar e fazer tudo o que eu queria fazer"...corto ele curtinho, dou uma tingida e radicalizo . Saio do salão de alma lavada, pronta para enfrentar um exército se preciso for. Me sinto mais confiante, mais viva. E deixo o cabelo no cantinho dele, quieto. Até que eu enjoe novamente de mim.
25.4.11
Eu vejo tudo enquadrado...
Hoje, de apenas uma meia dúzia de fotos para uma matéria no Jornal (AINDA nada assinado por mim, mas não tenho pressa, gostei de colaborar apenas), saiu um papo bacana. Daqueles que fazem a gente parar pra pensar e repensar tudo o que tem feito.
O Fotógrafo que veio aqui fotografar essa minha bagunça organizada, o Nauro, conversou bastante comigo antes, durante e depois das fotos, até pela questão de eu fazer Jornalismo, estudar fotografia e me interessar pelo assunto. Pedi dicas a ele sobre lugares em que poderia fotografar para as aulas da faculdade, queria algo novo, bacana de ser mostrado, até pensei no Café Aquários - ponto quase que turístico de Pelotas, lugar onde até Humberto Gessinger já parou pra um cafézinho. Ele disse não saber o que me indicar, mas sugeriu que eu procurasse coisas aqui por perto de casa, que apesar de muita gente (inclusive eu) reclamar do bairro onde vive, existem detalhes que passam despercebidos e rendem boas fotos, boas histórias, já que todo mundo vê as coisas, os lugares, todos os dias, mas através dos olhos do fotógrafo e da fotografia, descobrimos muito mais.
Conheci o Nauro hoje, conversamos por uma hora ou até menos, mas já fiquei sabendo um pouco sobre a história dele - e pesquisei outro tanto no blog que linkei aqui no post, só pra dar mais fundamento ao post. O Nauro veio do Vale dos Sinos pra trabalhar em Pelotas. Casou, teve filhos, trabalha com fotografia há 20 anos, sendo 13 na RBS Pelotas, cobrindo matérias pra ZH. Tudo o que ele me disse hoje, serviu como uma aula extra-curricular, não só de fotografia, mas de vida - principalmente uma frase que eu tenho CERTEZA que vai me servir de guia, se um dia eu decidir me tornar colega de profissão dele: "Eu vim pra Pelotas faz muito tempo, mas todos os dias é como se eu estivesse chegando."
Talvez, muito provavelmente, eu não tenha reproduzido a frase perfeitamente. Culpo minha memória fraca e a falta de tempo para dedicar ao post, mas o que importa é o significado e a lição de hoje: Manter sempre os olhos atentos, analisar a cena não só como espectadora, mas como alguém atrás de informação, alguém que observa os mínimos detalhes a fim de extrair o que precisa - o que precisam ver. Me desejem sorte nessa tarefa, prometo dar o melhor de mim.
Xx,
K.
P.S.: COMPREM A ZERO HORA DE QUARTA FEIRA E CONFIRAM O CADERNO DIGITAL!
19.4.11
Inspirações que vêm do nada...
Estava no twitter, agora há pouco, conversando com um colega (o Ariel, do Pra sair da rotina, super indico, btw) sobre bloqueio criativo e de onde vem a inspiração para os posts, sobre a sensação de ter o texto todo pronto na cabeça, só esperando para ser passado a limpo, pra ser publicado (ou jogado dentro de uma gaveta, como ocorre comigo, na maioria das vezes).
Como já devem ter percebido por alguns inícios de postagens nesse humilde bloguito - ou até por comentários meus com amigos -, eu tenho uma certa fixação por ônibus. Dentro de um ônibus, me permito refletir e ver pela janela um mundo ao qual geralmente não dou muita atenção. Me perco em rostos, expressões, tento entender a rotina e os sentimentos, os problemas das pessoas que estão na rua - e até das várias que sentam ao meu lado até o destino final. Das mães que buscam seus filhos na escola, das senhoras que sobem e vão só de uma esquina a outra, só pelo puro prazer de não pagar, dos trabalhadores que estão voltando pra casa cansados, que talvez tenham mulher e filhos à espera, talvez não. Fico devaneando, fazendo fotografias mentais: portraits ou paisagens.
Essa semana quase perdi o ponto em que eu planejava descer, só nessas minhas viagens mentais onde eu sou a única passageira. Fiquei encantada com o céu ao pôr-do-sol, nunca tinha visto aquelas cores tão vivas, tão intensas, aquele jogo de cores: uma mancha laranja, prestes a se tornar rosa contra a tela azul do céu.
Esse tipo de coisa é simples demais e normalmente não me chamaria a atenção se eu estivesse no conforto do meu carro ou caminhando pela rua. Mas dentro do ônibus eu me forço a notar tudo e todos, a prestar atenção em cada nuance do caminho, em cada cor, som, cheiro, voz.. geralmente me divirto até fazendo careta para as crianças, conversando com as idosas que sempre puxam papo, analisando um grupo de estudantes fazendo bagunça e ouvindo música alta dentro do veículo. Cada pessoa, cada detalhe desses percursos de 15 ou 20 minutos tornam-se coadjuvantes - ou até protagonistas - das minhas histórias, das minhas reflexões.
Talvez eu precise andar de ônibus pra que as minhas engrenagens funcionem, para perceber o mundo e me sentir percebida. Ou talvez eu só precise viver mais e parar de apenas observar a vida passar.
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